A cada nova polêmica da Internets, eu sinto vontade de escrever minha opinião singela na rede. mas sempre deixo passar. Mas essa nova da feminazi com o CQC 3.0 tá difícil. Pra quem tem vida útil fora da rede e não sabe, tudo começou quando, na últma edição do CQC 3.0, a bancada do programa falou sobre o mamaço e sobre amamentação.
Vou tentar resumir a opinião deles:
- Amamentar é importante, mas esquisito para os homens;
- Seria legal se a mãe se reservasse para amamentar, pq homem é idiota e se vê um peito, ele vai olhar;
- Tem mulher que é feia. E olhar essas amamentando é ainda mais esquisito que o normal;
- Piadas de peitos são engraçadas se você tem pênis e saco escrotal;
- Tudo tem hora e lugar. Partos são momentos mágicos, mas logo depois da janta, você não vai mostrar o vídeo do bebê coroando pra família toda.
Isso. Agora, o que as feminazis e oligofrênicos (adorei esse termo do Lobão) ouviram:
- Mulheres são objetos;
- Homens acham que tudo que não seja erotizado nas mulheres seja escondido e reprimido;
- Rafinha Bastos é machista, fascista e homofóbico;
- O CQC é ruim.
Gente, sério. Sério, mesmo. talvez eu seja simplesmente muito boba, ou seja machista também, sei lá. Mas gritar contra o CQC por causa desse vídeo é absurdo, é o cúmulo do "moral panic", é tão ruim quanto a bancada evangélica querer proibir kit anti-homofobia, é ridículo, histérico, falta do que fazer!
Eu fico imaginando se essa mulherada consegue conviver com homens. Não com relacionamentos amorosos, mas com seus pais, seus irmãos, seus parentes. Quer dizer que se a mãe virar pra pessoa e disser "não vi nada demais no vídeo", essa "feminista" vai chamar a mãe de fascista também? E o pai?
Acho que essas feminazis ficam sozinhas. Porque quem agüenta essa patrulha politicamente correta, essa polidez compulsória, que chega ao ponto de ter que se vigiar sobre tudo, TUDO que se fala, controlar suas idéias, porque se eu me manifestar um pouquinho pra lá da maneira como esse grupo pensa, eu serei execrada, acusada de uma série de preconceitos e ideiais que NÃO TÊM NADA A VER com o assunto que começou o debate todo?
Porque esse pessoal nunca tem argumentos. Esse pessoal é histérico. Você dá uma opinião civilizada, eles te respondem com um desfile de ofensas pessoais, não com argumentos.
Eu fui feminista uma época da minhha vida. Eu dizia que homem não prestava, acusava todo mundo de machista, achava que eu estava certa. Até que um dia, criticando o comportamento macho alfa de um homem, um colega me respondeu "só tem homem assim porque tem mulher que dá atenção". Pronto. Ali eu vi a luz. Existem homens e mulheres ruins, errados, cheios de conceitos toscos do mundo. Só tem Mr. Catra porque tem garotas que vão dançar no baile funk. Só tem homem babaca porque tem mulher submissa, ou aproveitadora. Se tem mercado, é porque surgiu demanda. Simples.
Por fim... se todo mundo fosse menos preocupado com o que o resto do mundo faz, viveríamos melhor. O CQC às vezes é tosco? É. O Rafinha Bastos é metido e chapa-branca? É. Mesmo assim, se eu vir o Stand-up dele, eu morro de rir. Danilo Gentili, idem. O humor não pode ficar com não-me-toques, pisando em ovos. A graça do Borat era provocar as reações mais genuínas nas pessoas, invocando os preconceitos e idiotices delas. Ele (Sasha Baron Cohen) fez um bar do puro meio-oeste americano cantarolar "joguem os judeus num poço", sendo ele próprio um judeu.
Em alguns momentos, passaremos dos limites, faremos brincadeiras que não se faz. Mas elas serão pequenas se nós selecionarmos as piadas, o trigo do joio. Se alguém faz uma piada de baixinho perto de mim, eu vou ficar de recalque? E de óculos? E de gordinha? E de mulheres? E de libeirais? E de evangélicos? E de leitores de mangá?
Entendem o que eu quero dizer? O post tá longo demais, mas não sei ainda se eu transmiti meu raciocínio de maneira satisfatória. Tentando resumir: vamos ser menos patrulheiros. Vamos ter mais imaginação e tolerância. Respeitar mais o que os outros pensam, por mais imbecil que possa ser.
Enquanto o Bolsonaro estiver proclamando as sandices dele, a Amanda Gurgel também estará livre para dizer o que pensa. Eu prefiro ignorar um, para apreciar a eloqüência da outra.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)


0 comentários:
Postar um comentário