Todo mundo conhece a famosa citação de Einstein: "Deus não joga dados". Essa é uma daquelas citações que faz religiosos por todo mundo pensarem "ufa", diante da crença do homem que provavelmente esteve mais próximo de entender realmente a dinâmica do Universo - ou, em outras palavras: como Ele pensa.
Claro que se isso acontecesse, o mundo teria acabado antes dos anos 50 e nós teríamos perdido tudo que veio depois: os Beatles, a guitarra de dois braços, e o MCDonald's. "Ufa", de novo.
O que a maior parte das pessoas não sabe é o que levou nosso amigo linguarudo a proferir as sábias palavras. Não, Einstein não era um ocioso, que ficava baforando suas bitucas de cigarro e soltava uma genialidade ocasional. Ele trabalhou até o lançamento dos artigos como secretário de um setor público da Suíça, e depois como professor universitário.
Quando, no início do século 20, Max Planck definiu os princípios da física quântica, e outros foram refinando a teoria, Einstein foi categoricamente contrário às descobertas, não querendo aceitar várias das conclusões que a nova teoria oferecia.
(Exemplo: que a luz pode ter duas formas ao mesmo tempo (onda ou partícula) e o Princípio da Incerteza, pela qual não dá pra medir a velocidade e localização de uma partícula subatômica. Você mede uma com certeza e estima a outra)
Irritado, ele fez a declaração conhecida. Foi quando Niels Bohr, outro físico entusiasta da teoria, respondeu -
"Não diga a Deus o que fazer com Seus dados".
E depois, provavelmente, uma série de físicos fez um corredor e Bohr saiu dando hi-fives até ficar com bursite.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
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